A construção civil no Brasil é um setor dinâmico, essencial para o crescimento econômico, mas enfrenta desafios significativos relacionados aos custos. Materiais, mão de obra, encargos e equipamentos influenciam diretamente o valor final de um empreendimento. Entenda quais são os principais componentes e como eles impactam o custo total de uma obra.
Os materiais de construção representam a maior parte do custo total de uma obra, podendo corresponder a cerca de 50% a 60% do orçamento, segundo dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon, 2024). Entre os principais materiais que impactam o custo estão:
Concreto e cimento: O preço do cimento teve um aumento acumulado de 12,5% em 2023, de acordo com a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP, 2024).
Aço e ferragens: O custo do aço, que compõe as estruturas de concreto armado, sofreu oscilações devido à variação cambial e aumento da demanda global, resultando em um aumento de 9,3% no preço entre 2022 e 2023 (Instituto Aço Brasil, 2024).
Acabamentos e revestimentos: Pisos, azulejos, tintas e outros acabamentos representam de 10% a 15% do custo final da obra, conforme levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV, 2024).
A mão de obra é o segundo maior custo de uma construção, respondendo por cerca de 30% a 40% do custo total da obra, segundo levantamento do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI, 2024).
Os principais fatores que influenciam a mão de obra são:
Salários e encargos trabalhistas: A legislação brasileira impõe encargos que podem representar 70% sobre o salário de um trabalhador da construção.
Escassez de mão de obra qualificada: Setores como alvenaria e acabamento sofrem com a falta de profissionais especializados, o que pode elevar os salários e impactar o cronograma da obra.
No Brasil, a carga tributária também tem um peso expressivo na construção civil. Estudos da Confederação Nacional da Indústria (CNI, 2024) indicam que os impostos representam cerca de 20% do custo total de uma construção. Entre os principais tributos, destacam-se:
ISS (Imposto Sobre Serviços): Varia entre 2% e 5% do custo da obra, dependendo da localidade.
ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços): Incide sobre a compra de materiais.
INSS (Instituto Nacional do Seguro Social): Para a mão de obra formal, a contribuição pode atingir 11% sobre o valor da remuneração.
Os custos indiretos da obra, como aluguel de equipamentos, transporte de materiais e gerenciamento da construção, também impactam o orçamento final. Segundo a Associação Brasileira de Tecnologia para Construção (ABTC, 2024):
O aluguel de equipamentos pode representar até 5% do custo da obra.
O transporte de materiais pode consumir de 3% a 7% do orçamento, dependendo da localização da obra e da distribuição logística dos fornecedores.
Para reduzir custos sem comprometer a qualidade da obra, especialistas recomendam:
Planejamento eficiente: Antecipar compras de materiais para evitar oscilação de preços.
Uso de tecnologias construtivas: Sistemas como alvenaria estrutural e drywall podem reduzir desperdícios e tempo de execução.
Treinamento de mão de obra: Melhor qualificação dos trabalhadores reduz retrabalho e desperdício de materiais.
Gestão tributária eficiente: Buscar alternativas legais para minimizar a carga tributária sobre a construção.
A construção civil continua sendo um dos setores mais dinâmicos da economia brasileira. Controlar os custos é essencial para manter a rentabilidade e garantir o crescimento sustentável do setor.
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